quarta-feira, 6 de julho de 2016

Princípios bíblicos para uma aprendizagem eficaz


Por João Paulo Souza


No tocante aos desenvolvimentos físico, intelectual e espiritual, nós não nascemos prontos. Pelo contrário, ao longo de nossa existência, seja pela maturação orgânica ou através das culturas com as quais entramos em contato, vamos nos formando. Nesse sentido, com relação ao mundo intelecto-espiritual, os que têm a mente de Cristo (1 Coríntios 2.16) entendem que o seu aprendizado deve ser alicerçado a partir da cosmovisão cristã, que é baseada em Cristo e nas Escrituras Sagradas.

Para que possamos compreender com mais clareza o aprendizado eficaz, isto é, aquele que está submetido aos ensinos bíblicos, listamos abaixo alguns exemplos.

1. Temer a Deus (Provérbios 1.7). Sem dúvida, não foi à toa que o proverbista disse que o "o temor do Senhor é o princípio do saber". Para cada um de nós, Daniel e seus amigos são um excelente exemplo de quem temia a Deus. As Escrituras dizem que Daniel, por temer verdadeiramente ao Senhor, resolveu em seu coração não se alimentar com a comida e nem com o vinho que o rei da Babilônia bebia. Por isso, sua fidelidade ao Eterno rendeu-lhe uma sabedoria multiplicada por dez (Daniel 1.20). Quando tememos a Deus, a autêntica sabedoria nos é dada livremente.

2. Compreender o presente por meio do estudo do passado (Lucas 4.16-21). Jesus Cristo ajuda-nos a aprender mais um aspecto do aprendizado eficaz. Quando Ele, enquanto estava na sinagoga de Nazaré, ler o livro do profeta Isaías e revela a relação espiritual entre o passado e o presente, o Mestre revela a importância do estudo histórico para o descobrimento do contexto de seu tempo: "Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir" (v. 21). Indubitavelmente, Jesus era um exímio estudioso da história do povo de Israel e dos assuntos divinos (Lucas 2.40; 2 Pedro 3.18).

3. Saber selecionar bem as fontes de leitura (2 Timóteo 4.13). Há vários exemplos bíblicos de seleção de textos para leitura, mas gostaria de pontuar apenas o do apóstolo Paulo. Em 2 Timóteo 4.13, está escrito: "[...] Traze... os livros, especialmente os pergaminhos". Podemos ver neste versículo a preocupação de Paulo com a leitura. Ele pede para Timóteo levar até ele algumas fontes literárias. Possivelmente, nesse período o doutor dos gentios estava preso em Roma. Entretanto, ele pede para o seu filho na fé lhe levar suas leituras selecionadas. Dessa forma, aprendemos com esse homem de Deus que nossas leituras devem ser distintas, sujeitas aos objetivos de vida que planejamos.

4. Ouvir mais e falar menos (Tiago 1.19). "Até o tolo, quando se cala, será reputado por sábio", afirma Provérbios 17.28. O proverbista, assim como Tiago, alerta-nos para o cuidado com o que falamos. "Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro" (Tiago 3.6). Portanto, devemos ouvir mais e falar menos: "Você já percebeu que nós temos duas orelhas e uma boca?".

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